Tropeguismos.

Enquanto o mundo todo ferve lá fora, eu me delicio com a tua lua que acabou de crescer em mim. Ontem eu era quarto crescente, uma breve exuberância do que ainda pderia estar por vir. E veio. Assim com mais e nunca de menos. Sem desejos, apenas sendo o que de fato sempre é. Saudade é ressonância aos meus ouvidos e o ego é um canto longe que grita alto a quem pensa que não sabe ouvir.

Tá certo, então eu finjo que acredito. Essa antipatia toda é por um não ser que se permite ir embora, por um fato consumado que detesta ser vomitado nas letras sem sentindo até então. Não penso mais nada, não falo mais nada ,VillaLobos. Já percebi que essa estrada é feita da tua sinfonia; do teu sentir e nada pode fugir disso. (O que seria então fugir?)

Gritos e brilhos me sussuram a estupidez dos teus olhos. Trucido esse charlatão que insiste em se fantasiar de algo nada cômico, como uma náusea disparada por algum vislumbre deludido. E te digo: gorilas de tamanhos gigantes invadem a tela dos prazeres. O amor fica a segundo plano. Eu nem sei se existo. Provavelmente não. Me tornei morcega trôpega, me tornei poesia borbulhante!




Picture by Suzanne Valadon

1 comentários:

arteimitavida disse...

Que lindo!!! A d o r e i!

Bjús

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