Prana.

Sinto vontade de tomar um café imaginário com cheiro e tudo. Algo ressoa sem muita certeza, algum véu é tido como ilusão. Pessoas em mim habitam sonhos, alugam a minha alma e me vez ou outra, me tiram pra dançar. Habita em mim o certo fascínio que aumente a ansiedade desnecessária que não leva ninguém a lugar nenhum a não ser a um passeio insólito em terras já conhecidas e mais do que exploradas. Queria que alguém viesse me dizer alguma coisa interessante sendo que ultimamente tudo brilha, tudo chega a ofuscar. O que parecia incerto, se encheu de ser Kitsch, cansou de ser algum sonho exótico e de exaltar essa Vênus que só trás sofrimento.
Pés no chão, na areia, na grama, no mundo, no vento, pé de vento. Sem razões no momento. Todos precisam de sinais no caminho, e às vezes alguns empurrõezinhos.





Sinto muito te decepcionar, mas vou indo ali me reconectar.





A cada dia que vou vivendo, a cada pessoa nova que conheço, a cada nova vida que vivo, encontro uma profunda semelhança que me intriga. Todos nós temos a peculiar mania de nos perguntar: e por quê?
Em tempos remotos, isso me pareceria a saída para todos os meus questionamentos. Era o que de alguma forma poderia me aliviar a dor de não saber, não enxergar, não entender. Mas será mesmo que nessa vida temos direito de nos perguntar sobre alguma coisa? A meu ver, direitos não nos tem a não ser partindo de criações egóicas. Resumindo, tudo não passa de ego.
Na verdade, na realidade e lá no fundo a gente só tem mesmo é deveres. Para com os outros, com o mundo que nos cerca, para com nós mesmos.
Yes, queridinhos, só nos restam deveres. Ou vocês acham que quem reina é esse rei que mora em vossas barrigas, oh sorry!

Parafraseando Clarice, certos porquês foram feitos para permanecerem como são... perguntas. De referência sem respostas. Pois viver ultrapassa qualquer entendimento.



Keep walking...

Necessidades diárias

Dicas e lembretes para inciar uma vida espiritual a partir do zero.




Reze

Medite

Esteja atento/Permaneça desperto

Reverencie

Pratique Ioga

Sinta

Louve e cante

Respire e sorria

Relaxe/ Usufrua/ Ria/ Brinque

Crie/ Imagine

Solte/ Perdoe/ Aceite

Ande/ Exercite-se/ Mova-se

Trabalhe/ Sirva/ Contribua

Ouça/ Aprenda/ Investigue

Considere/ Reflita

Cultive a si mesmo/ Aprimore-se no que sabe fazer

Cultive o contentamento

Cultive a flexibilidade

Cultive a amizade e a colaboração

Abra-se/Expanda-se/ Abarque mais

Anime-se

Sonhe

Comemore e aprecie

Agradeça

Evolua

Ame

Compartilhe/ Dê/ Receba

Ande suavemente/ Viva gentilmente

Expanda/ Irradie/ Dissolva

Simplifique

Entregue/ Confie

Nasça de novo



Lama Surya Das

PREVISÕES PARA LIBRA 2012 – Perdendo os medos





By Andrea Modesto.
www.astrodestino.com.br

Libra tem vivido um processo de amadurecimento à base não apenas da tomada de consciência do seu poder pessoal, mas também em função de tantas rupturas. Libra tem se dado conta da transitoriedade das experiências e relacionamentos.

Com Saturno transitando pelo signo e Urano e Plutão enviando aspectos tensos, Libra tem aprendido a cada minuto a tomar uma nova postura diante da vida. A maior parte das pessoas nascidas em Libra, começa a tomar decisões, parte para a ação e desse modo, consegue resultados mais felizes em todas as áreas da vida.

Depois da última postagem, recebi algumas pessoas nascidas com Sol e Lua em Libra ou Nodo Sul – Karma Sul em Libra. Vivendo momentos de transformação e despertar. Libra, que é o signo “do outro”, acorda para si mesmo.

O relato de uma dessas pessoas revela o dilema de Libra. Quando criança, era tanto confidente do pai como da mãe, que debaixo do mesmo teto, viviam separados e “usavam” a adolescente como pombo-correio para falar com o parceiro afetivo e como depósito de suas apreensões, ansiedades, segredos e desejos.

Libra está aprendendo que pode viver sua própria vida, ter os seus desejos e decidir se quer ou não quer atender o telefone naquele momento. Para outros signos pode parecer uma lição “fácil” mas para Libra, é um grande desafio. Libra não gosta de frustrar as outras pessoas, pois teme magoá-las, ser mal compreendido e acabar sozinho.

O que precisa descobrir é que pode ter sua identidade, sua história de vida e não precisa ser uma extensão das outras pessoas. Libra tem muita dificuldade em expressar sua agressividade e brigar pelo seu espaço no mundo. Mas esse pode ser um aprendizado importante. Em qualquer relacionamento, existe doação, troca, transformação dos dois lados. Existe um processo de alquimia intenso e profundo. Mas um parceiro não pode se perder inteiramente no outro e negar a si próprio.

Libra desperta e se percebe de um novo ângulo. Consegue identificar melhor o seu potencial e não tem medo de falar na primeira pessoa. Nem sempre na consulta, Libra consegue dizer “Eu quero”, “Eu pretendo”. Muitas vezes fala na terceira pessoa do plural pois considera também o que as outras pessoas – familiares ou amigos desejam fazer.


Libra está tentando se apaixonar por si mesmo, descobrindo seus ideais, causas e metas maiores de vida. Não precisa ser aquela pessoa que está sempre disposta a acompanhar os outros quando eles vão às compras ou simplesmente dar um passeio. Pode pensar duas vezes e decidir que prefere ficar envolvido com seus próprios afazeres.

As pessoas que possuem o Nodo Sul-Karma Sul em Libra, vivem o mesmo processo. Tenho recebido pessoas nascidas em 1949 e 1950, vivendo um desligamento das empresas em que trabalharam e com as quais foram “casadas”. Na aposentadoria, vivem uma crise parecida com os divórcios: fica um alívio e ao mesmo tempo um vazio. A dedicação e o compromisso de Libra, pode ser com o parceiro afetivo (na maioria das vezes), com o trabalho, com a família, com os amigos, com uma causa na qual acredite.

Não é fácil canalizar Saturno, Plutão e Urano ao mesmo tempo, pois são energias diferentes, vindo de direções diferentes. Saturno pode pedir mais atenção com o corpo físico, já que Libra muitas vezes vive apenas na “mente”, no abstrato, na teoria. Plutão pode pedir mudança de casa ou uma boa reforma para se sentir mais à vontade no espaço. Urano é uma energia de movimento e pode pedir vida social, passeios, viagens, novos amigos, espaço para o imprevisto positivo. Libra precisa dar espaço para o “acaso”, tudo o que é novo e diferente, pode ensinar a Libra a se libertar dos medos. Risco e aventura podem ser o tempero ideal. Saturno indica que Libra não irá se quebrar se deixar um pouco de loucura aflorar, sendo espontâneo no modo como se coloca no mundo.

Libra já está descobrindo há algum tempo, que não pode viver unicamente em função das necessidades das outras pessoas, apenas reagindo ao movimento que os outros fazem.

As rupturas acontecem em todos os níveis de relacionamento, sejam relações familiares, amizades, contatos profissionais, enfim, o que o destino deseja é que Libra perceba que pode perder (ou abrir mão) da presença e do apoio de determinadas pessoas ou instituições – vínculos ou referências – e caminhar sozinho muito bem, talvez melhor do que enquanto carregava tantas pessoas e coisas consigo.

Libra pode mudar de casa, bairro, cidade, país. Pode iniciar novas rotinas mais dinâmicas. A maior parte dos librianos vai perder o medo de viver, por tantos desafios que tem enfrentado nesses últimos anos.

Durante esse segundo semestre de 2011 e sobretudo em 2012, Libra faz uma lista de todas as coisas que lhe pertencem, começando pelas habilidades, competências, dons…e uma lista de tudo aquilo que não é seu mas pertence aos outros. Ou seja, elimina as expectativas, desejos e ansiedades de outras pessoas e se torna mais leve.

Uma dica é viajar bastante, movimentar o dia-a-dia, trazer novas rotinas, sair, se divertir, dar espaço para tudo o que é novo e diferente.

O ideal é que Libra reconheça que pode amar de um modo mais livre. Que pode estabelecer vínculos mais livres e criativos e que “fazer tudo junto o tempo todo” é um risco enorme para qualquer relacionamento.

A vida pode mudar, virar de pernas para o ar. Mas o trânsito de Saturno, que representa consciência, ajuda Libra a construir, reconstruir, encontrar uma firmeza dentro de si que nunca conseguiu encontrar antes.

Viagens curtas e longas, retomada dos estudos em 2012, novas amizades, relações cordiais e mais superficiais que não sufocam Libra. Movimento, caminhadas, ar livre, cultura, eventos, tudo o que Libra mais adora: conhecimento, informação e pessoas mas com um tempero de liberdade, sem ter que se obrigar a ir junto se não quiser ir junto.

Abrir mão de ter que se identificar com todas as pessoas ao seu redor, aprender a amar aquele que é bem diferente e desafiador e entender que um amor verdadeiro pode durar uma vida inteira ou 72 horas.

Uma dica bem importante: organizar a vida financeira. Libra gosta de comprar livros e objetos bonitos, investir na vaidade, cultivar um ambiente charmoso e tudo isto tem um custo. Mas mesmo guardando uma quantia para comprar a beleza do mundo, será possível se organizar para guardar um pouco mais de dinheiro. Poderá se envolver com questões de herança, partilha de bens, investimentos de curto ou longo prazo. Dinheiro, o chamado “vil metal” pode ocupar um espaço maior na vida dos românticos librianos mas de modo positivo. Podem aprender a administrar seus próprios recursos, o que é importante depois que reconhece toda a riqueza do signo, que é capaz de se destacar em qualquer segmento mas sobretudo cultura, artes, eventos, psicologia. Deve no entanto, tomar cuidado com sociedades ou associações que envolvam o dinheiro de todos. É melhor atuar com total autonomia ou ser extremamente criterioso na escolha de sócios e parceiros.

Libra separa e pode optar se deseja ou não casar de novo. Se vier a casar, a relação será bem diferente das relações anteriores. E vale o mesmo para as relações profissionais. Sociedades se rompem e novas sociedades podem acontecer mas com um reconhecimento maior pela criatividade e independência de cada parceiro.

Seria importante Libra reconhecer – perceber que embora o cenário à sua volta possa parecer agitado demais e em alguns momentos, bem tumultado, por dentro, Libra está se alicerçando, se construindo-reconstruindo, sem tantas dúvidas ou incertezas como antes.

Abre canais para as surpresas e imprevistos porque se sente capaz de topar desafios que não acreditava serem possíveis anteriormente.

Esse processo de Saturno-Plutão-Urano não é fácil e em alguns momentos pode gerar as decepções com as outras pessoas (o que é comum no destino de Libra) mas a intenção é o fortalecimento do signo que consegue desenvolver auto-estima e auto-confiança, fundamentais para o seu desenvolvimento e abertura de novo ciclo.

Redirecionamentos profissionais podem ser inevitáveis, assim como redirecionamentos afetivos. Libra é um signo rico como os outros signos do elemento AR. A vida apresenta uma riqueza de possibilidades, caminhos, linhas de atuação, uma vitrine colorida. Libra pode experimentar, tentar, testar. Não tem que se preocupar com críticas de outras pessoas. Está tentando se encontrar e escrever a sua história de vida ao invés de continuar sendo apenas uma boa companhia para os outros.

Alguns librianos que ainda são mais passivos ou que demoram a tomar atitudes, podem levar alguns sustos, vendo a vida se transformar ao seu redor rapidamente. A necessidade de Libra é a necessidade de transformação radical, por dentro (amadurecimento) e por fora (rupturas, novos cenários, criatividade, liberdade, experimentações). Quando não nos propomos por vontade própria realizar o que devemos e precisamos realizar, a vida nos aponta as direções, às vezes de modo brusco. Mas a intenção é sempre permitir que possamos caminhar na direção correta que só pode ser aquela que favoreça o desenvolvimento.

Rajada de vento no coração. (Nada de sopro).

É só mais uma fase e eu tenho que seguir. É apenas mais uma mudança, mais um ciclo que eu tenho que fechar. Portas ao meu redor se abrem e me jogam pra dentro sem pedir permissão. Faz tempo que não leio, não sei mais escrever. Os livros não mais se abrem pra mim como antes, viciada em destrancar corações.
Enquanto paramos pra pensar no que há na vida, no que há nos sonhos, há algo de reflexo no espelho do infinito que não nos esquece de mostrar o quanto estamos apenas vivos. Prana, vida, existir.
E se não tivesse o amor? E se não tivesse o sofrer? E se não tivesse o chorar? E se não tivesse?


Heeeey Brothers! It´s a LONGGGG way...
























Keep walking.

Librianismos

Estamos seguindo a solaridade libriana nesses últimos dias e até meados de outubro. Como se não bastasse, diversos planetas fazendo conexão cósmica no céu pra dizer o que nós, humanos, insistimos às vezes em esquecer, seja por medo, por raiva, por desapontamento, apatia, loucura, indiferença, por qualquer coisa, o quanto somos cegos e não enxergamos a importância dos relacionamentos, surgindo a necessidade de restabelecer laços mais tranquilos, livres, equilibrados. Nada que sufoque, nada que desfoque. O que se deve também ao relacionamento com nós mesmos, à importância das nossas verdadeiras necessidades e o nosso relacionamento com o mundo. É a apresentação do belo nas nossas relações.
Mas se tratando dessa energia chamada do equilíbrio, da beleza, do amor... da harmonia, nada mais é do a linda sinfonia do belo, transformado, traduzido em linhas estéticas, mas também no traço do relacionamento, da dança das emoções conjuntas, que formam, conscientes ou não a trama dos acontecimentos, dos padecimentos, dos amores; coisas de libra.
Librianismos, eu diria que nada mais é do que a busca incessante pela harmonização do mundo, das coisas, das vontades. É o chamado tudo pode, mas nem tudo se deve, da liberdade do corpo pela liberdade da mente, da abertura mental, da juventude, da sopro de vida.


Arabescos

AMania fraudulenta de deixar marcas,
rastros de perfume,
fios de cabelo pelo chão.

Serpente que se arrasta
e se esconde.

Um like de si
levemente gaseificado
flutuante.

Algo brilha estrela solta
vontade toda a todo instante
clínica de loucos pra consertar
os doentes
e os inconsequentes
patológicos
de sucos de frutas
de amor.

Deixa o que tiver de ser, será.
Deixa o que tiver de ser.

Our

Uma angústia verde me invade feito nuvem
Desejando os tempos retrógrados de antes de ontem
Enquanto ensaio um novo texto
Pra quando deitar.

O dia me chama sem pronunciar meu nome
Sem dizer que a palavra é detentora de tanto poder
Se esquecer que lágrimas rolarão
In ou out.

Sorrio
Sou só, sorrisos.
Sendou eu vocês
Ou não.

Algo dentro de mim não reclama mais
Não diz o que deve ser esquecido
Nem proclama o que há em escuridão
Mas salva-se
Do mar morto de mim mesmo
Das obviedades que moram aqui
Dentro de "nós".

Keep going


Quando a incandescência ilumina
Aquieta os olhos e a alma
Desvaria o mundo
Sacode o coração

Em cantoria me faço solta
Perdida em fragmentos de passado
Farelos de lembrança
Adoçando estrelas
No céu da minha boca


Viajo
Prelúdio sentido profundo
Atestado comprovado e lúcido
Embriagado.



pictures by Dan Medeiros.

Chão de Setembro

Aos que somem, dedico a minha fé. Aos que sonham eu ofereço meu amor.



Entrego a minha alma ao acaso, aquilo que ainda não sei e que pode completamente me dominar. A vida ensina e eu só sei pintar algumas cores, desenhar alguns sorrisos e ser feliz a cada instante, mesmo naqueles manchados de pranto.
Meu maior medo na vida, sempre fora o o de me perceber velha, ja sem os viços da juventude e infeliz. Sem ter feito as viagens que queria, ou visitado as pessoas que sempre foram importantes pra mim. Ter feito aquele passeio que por noites perdurou no imaginário dos meus desejos, ou ter simplesmente jantado naquele restaurante sem motivo aparente nenhum.


Sem a luz da escuridão, não haveriam cegos.


Acho que a vida é feita apenas de fragmentos paralelepípedos soltos em algum vácuo. Alguma trança de vida, e sentimento criando malhas de amor imensas... e imersas em luz.

Não se pode ser feliz o tempo todo. Não aquela sensação de euforia, o "ah, eu vou estar ficando feliz a cada minuto", isso gera frustração fortíssima, ansiedade, necessidade de controle. ao contrário disso tudo, observe como um rio corre, é clichê, mas olha quanta fluidez em... nada. Simplesmente nada! É apenas um rio... e você não precisa deixar ele correr. Ele não precisa do seu ego para ser. Ele apenas é.



Just Breathe.



Keep walking...

A língua que eu não consigo falar.

Enquanto enxergo teus olhos através de luzes, delimito o terreno aonde posso ser feliz. Cometo crimes a cada instante. Mato ego, mato vontade, mato simplesmente alguma coisa que possa parecer com paixão.


Qualquer pessoa que venha a me dar um testemunho sobre o amor nada mais a mim terá a acrescentar, porque eu já senti o amor, e tudo o mais é apenas uma alegoria. O amor é sim, por si só completo, e independe da formação dos relacionamentos, das junções pré-estabelecidas.

Sacro ofício.

"Acho que devo esclarecer o que seja Yajna ou sacrifício. E depois, voltarei a fazer o papel de Sócrates para encostá-lo contra a parede, até você ter um insight, uma experiência, uma vidência-evidência.
'Misericórdia quero, não holocausto (sacrifício)' - declarou Jesus. Como prova desta sua opção, certo dia, no templo de Jerusalém, quando estavam vendendo animais para os sacrifícios, derrubou bancas, soltou e afugentou pombos e ovelhas. Matar umNegrito animal para oferecer a Deus é simples; nada dispendioso, e um bom negócio: dava-se um cordeiro em troca de uma 'graça'.
O único animal que Cristo quer que ofereçamos é o nosso ego inferior, o criador e mantenedor de apegos, ciúmes, desejos, rixas, preocupações, reivindicações, cavilações, mesquinharias, ressentimentos, vinditas, mexericos, ansiedades, rejeições, aversões, zangas, ódios, vaidades, orgulhos... e a grande demonstração de que já não amamos o ego e a tudo aquilo que o ego ama, mas que, acima de tudo amamos a Deus, foi-nos dada por Abraão, quando chegou a levantar o punhal para sacrificar a Deus o que possuía de melhor - seu filho.
Tendo passado na grande prova, Abraão teve suspensa a mão armada contra Isaac. Deus tivera a prova. O amor de Deus fora o grande vencedor. S. A. Kierkegaard, filósofo existencialista cristão, comenta: 'Só quem levanta a mão consegue salvar Isaac.'
'Deus proverá' aquilo que necessitamos, na medida em que nos entregamos absoluta e totalmente a Ele. Conta São João da Cruz , o grande Yogui cristão, que um homem estava suspenso sobre um precipício, agarrando-se aflitamente a uma raiz de árvore. Na noite escura ouviu uma voz, que ainda da borda do precipício dizia: ' Segura minha mão. Vou te salvar'. O homem fez o que é natural e normal fazer: continuando seguro por uma das mãos, estirou a outra. A voz disse-lhe então: 'Só te posso salvar se me deres as tuas duas mãos de uma vez'.
O dar das mãos juntas representa duas atitudes existenciais que os mestres da Índia proclamam como essenciais: Ishvarapranidana ou entregar-nos ou render-nos a Deus em termos de totalidade; e Shradha, absoluta fé. Uma das mãos é a auto-entrega. A outra, a fé.
Estas duas condições, raríssimos seres humanos as têm desenvolvido. A nós o que nos cabe é desenvolvê-las ao longo de cada dia, no curso da nossa existência, Ninguém nasce com a disposição de Abraão. Ela pode crescer dentro de nós, mediante o cultivo da Yajna, isto é, a prática de sacrifícios pequeninos e quotidianos."


Trecho do livro Superação, Prof. Hermógenes. Págs 188 e 189.

Climbing up the walls

O álcool pode arder enquanto a ferida ainda está aberta, mas é sempre uma questão de tempo pois com tamanha imunidade e poder, logo logo a chaga estará curada. Minha estupidez pode morar tanto no reflexo facial do espelho, quanto nas cartas que nunca foram enviadas e que a essa altura do campeonato até o próprio serviço de envio cansou que querer mandar qualquer coisa. Dirijo enquanto penso, assino com traços de movimentos e curvas no meu pensamento, um certo ritmo que não vem dos auto falantes, nem de qualquer lugar nenhum no veículo ou no país, mas a sinfonia é leve.
Posso considerar que muitas vezes que o que se passa por dentro não é necessariamente algo memorável ou tolo. Muitas pode ser sim como um cinza sem graça, mas que até sendo este pode tornar mais agradável ou inocente uma simples tarde de segunda feira.
Existem dias preferidos, não é preciso descobrir tudo. O pensar é lâmina no vácuo e isso corta mesmo muitas coisas.
Você sente dores, agora?


Guardo tudo só pra mim, não tenho mais medo. Toda a minha fala repetida só poderia tornar-se cada vez mais fútil e superficial. Não é necessário mais causas, o mundo já é uma ilha. Eclipes atingem a minha medula e a medula dos emaranhados. Vulcanizações acontecem e é até mesmo necessário permitir. Deixa estar, não espanta não.




Quero continuar perdendo o medo, e encontrando os anjos! Just it.















And keep walk, but love first!

Entrega

Continuo esticando o sol pra ver se ele me dá alguma sombra e água fresca. Pote de ouro no final do arco-íris. Minha cabeça ferve como se não houvesse mais nenhuma cabeça no mundo e eu tivesse que pensar, pensar e repensar sobre tudo, numa aula de trilogismos incessantes, hermeticando o que ainda é aparentemente fora do progresso. Presenteísmos, já!
A saudade é coisa inventada depois da tristeza. Há sempre algum motivo pra cair no buraco, remoer e deixar tomar de conta alguma pungência. Melhor seria buscar muros de proteção e gases como curativo, pois qualquer coração é de vidro, quebra corta e se sangra.
Eu sangro todo dia também, igual ao ser amado da minha mente, igual ao amor incondicional que encontrei perdida dentro de algum mundo meu. Sendo assim, qualquer vislumbre é vantagem e eu to sempre assim. Não é só por hoje.


Vive-se a arte de ser. E quando morrer?





Algum cabelo continuará emaranhado pra que eu possa tocá-lo? Alguma pele continuará a ser toque só pra que eu possa sê-la?
Quando criei asas, muito antes dos pés, decidi que algo deveria correr solto antes de mim, antes mesmo de que alguma alma peque ou se redima, tanto faz, pois alegria mesmo é deixar a rendição e entregar-se.






















Continue andando...

verzeihung = zufriedenheit.

Se Ele quer que eu caminhe assim e não assado, então o farei.


O tempo. Ah, o tempo! Havia algo de contraditório que teimava em permanecer em mim apenas por ser só sua essência, sua natureza. Em cada ano mais reveillons, aniversários, ciclos, semestres, infernos astrais. Tudo vai e volta numa redoma louca que por vezes não se sabe aonde está, para onde vai e muito mesmo como se sair. Esta última infelizmente não se encontra alternativa.
E como fazer já que agora o vazio do leme é evidente e o barco da vida corre solto?


Só te digo: aproveite.


O primeiro passo seria respirar. Algo que todos nós involuntariamente fazemos sem nem sequer cogitar a possibilidade de não o fazer, pois sem este a vida não nos cabe.
Segundo, aprecie a paisagem. Há sempre algo de surpreendente e vivo, que lhe saltará aos olhos todas as vezes em que estiver distraído, apenas a apreciar...
Estude as velas do seu barco. Suas cores e fluidez, não se incomode com o seu tamanho, apenas deixe que preencham seus olhos com sua essência de ser e nelas pouse, sentindo o vento atravessando o seu rosto, enxugando as lágrimas que ainda poderiam aparecer e deixe ir...
Esvazie-se de todo remorso, dor, mágoa, ou ressentimento que ainda possa estar a carregar. Isso provavelmente está a deixar o seu barco pesado, sem espaço pra que nenhuma felicidade possa entrar e viajar convosco.
E enquanto exercita a fluidez de ser, tenha em mente que você e o cosmos são a mesma coisa. Que tu e Deus são um só. O universo tem uma dança própria que somente quando se está relaxado e distraído é que se pode ouvi-la e seguir o seu ritmo.

Em seguida pinte o mundo com as cores que quer ver.
Quem tiver mais segredos por favor guarde-os pra si.

















E continue andando...



Prayer for me now.

Te desejo tudo em dobro. Os amores, as recompensas, os desejos e os pensamentos. Te desejo tudo em dobro.

Meu coração palpita num ritmo que eu ainda desconheço e por ser oriundo de terras anônimas, ainda me causa uma confusão faminta, mas necessária. alguns chamariam de angústia mas eu, sendo esse novo eu que vos fala, acha que a angústia é muitas vezes um indicador do caminho a ser seguido do que necessariamente um pressuposto de que algo não vai muito bem. Não acredito muito na tristeza. Acredito na saudade.

O que estava a sentir nesses últimos anos, foi uma imensa e profunda saudade de mim. De uma essência que doía em querer se mostrar e rasgava como em tempestade de emoções uma expressão clara e limpa do que deveria ser.

E é. Apenas é como qualquer história que se conta ou que se sabe. Algo como os momentos louros e outros mais obscuros por onde percorremos na vida e aqueles que a gente realmente não se sabe nada. Apenas é.

E eu adoro tudo isso. Amo certos sorrisos incógnitos que moram no meu rosto e aparecem de vez em quando. A alma que namora com a imensidão dos olhos que se mostram livres e transbordantes. Da suavidade do toque que pode vir de uma voz, de uma palavra ou de uma simples e clara respiração. Onde moram todos os segundos nas nossas vidas. Onde reside tudo o que posso ser.


Just be,
letting go.










Continue andando...

Exacerbismos.(?)

Eu dava a vida por um Sorine agora. Mas se eu desse a vida e ficasse com o Sorine, não haveria mais vida pra Sorine nenhum. Fabuloso, não?

A gente às vezes deseja tanto alguma coisa e se esquece que elas têm um momento uma hora e um lugar específico pra que elas aconteçam, pra que elas sejam nossas. Mesmo sendo que esse nosso é a mega ilusão do mundo. O sentimento de posse, a segurança emocional, a garantia de se ter.

O mundo é tão contraditório. Eu já fui quando quis ficar. Já fiquei quando precisava ir. Absurdo é pensar que a impermanência não é corriqueira e não acontece o tempo todo. Desde que entendi que certas coisas e pessoas vão embora e não voltam nunca mais, aprendi a amar mais e melhor.

Todos os momentos são o momento. Toda hora é hora de chorar, pra ser. E pra mim, ser rainha da conveniência nem é tão difícil, quando se dá a real importância àquilo que é verdadeiro. Mas nada de segurança.

Um salve pra você que sempre espera a hora certa pra dizer que se importa, pra demonstrar o que sente. Pra preencher o seu vazio com o amor de alguém, e não com um algum sentimento mesquinho mascarado de cuidado, de importância. Pra criar coragem e ir em busca do que quer, do que se é, do que se sonha em ter ou fazer. É uma pena que em pouco tempo todas as suas fichas na vida terão acabado e você se verá sozinho no escuro da solidão dos que desperdiçam sua vida, pensando e remoendo aquilo que não foi vivido.

E um parabéns exagerado a você que sofre!! Parabéns, parabéns e parabéns de novo. Aproveite o sinal de que algo em você precisa ser mudado. O sinal de que já está mudando. Aproveite, desfrute e mude junto com ele. Aprimore-se. Poucas vezes a vida lhe dará chances como essa. Antes, uma rasteira.

Outros

E eu sempre acho que você traz algo de bom pra mim, mesmo quando há de descarregar algo negro de dentro do seu coração.

O tempo pára como se soubesse o que eu queria, e tento não esconder de qualquer que seja a circunstância, aquilo que parecemos não saber. Que parecemos não ter, como uma condição pra vida, pra ser feliz.

Algo aparentemente é morto. Mas tem sede, volúpia e sentimento. Um monte de céu juntado em nuvem. Mistério intrínseco em cada encontro, em cada sombra descoberta e compartilhada.

Ando crítica por compulsão. Sempre existirá o que mexer, mudar, modificar, lapidar. Qualquer onda que movimente, que dê acesso, permita. Sonho que se torna realidade. Verdade que se pinta por ser só verdade.

Deixa-se o que não é vento tardar e modificar o que não é vão, que vira diamante e ja é JÓIA.




Continue andando...

Enquanto todos dormem...

"Não chegue perto demais, pode se machucar" diz a frase lida em alguma placa em algum lugar que eu nem lembro. Minha memória neste momento só consegue dar lugar a algumas outras palavras ditas em algum outro vão momento, onde só tem importância para o filminho que se passa dentro da minha cabeça. Eu choro com a televisão. Mas as vezes esqueço que abismos existem dentro de mim mesma.
E voa-se longe. Até onde uma alma nada pequena pode alcançar. E vôo também distante, por vezes pedindo pra voltar por encontrar-me perdida em algum instante sabendo que no seguinte hei de encontrar-me. Com Deus, comigo mesma, com algo chamado consciência. Aquela vozinha irritante que te deixa louca quando queres lidar com as coisas de um modo inconsequente. Ou quando quer apenas voar sem pára quedas. Apenas com solta risos.
E a vida volta. Engraçado como uma história contada a tempos atrás pode ainda conter ternura, mas o contexto sempre muda e eu me sinto mais closer... de algo que ainda não tive. É sempre assim no SUFFICE TO. Tive que perder tantas vezes pra poder ganhar a chance de te perder e não o mais assim farei. É tudo diferente agora.

Escrito nas estrelas? Eu interpreto. Apenas PERTO.










Enquanto todos dormem...
Continue andando.



e um outro dia já vai dormir...

O silêncio é desejado mesmo quando não quer que se cale. Ele diz algo que não queremos saber, mas que me mesmo assim reflete algo dito no espelho do coração. A dúvida, divina estranha permeia em campos por vezes percorridos e desbravados. Mas não nem nunca conquistado. Que ser assim nunca deve. A arte do mistério consiste no nada que ainda não foi. No aquilo que pode sempre vir a ser.




Fico pensando no que há por detrás das pessoas, por detrás dos olhares. Daquele gesto que te convenceu que o mundo deveria nascer dali. Do teu pra sempre tão imediato quanto como reverberações de amor, as canções e os dizeres mais doces, oriundos apenas de certos momentos. Às vezes se multiplicam as faces. Às vezes se grita por dentro. Por diversos hábitos eu descobri que o mesmo que me mata pode me amar e eu estar inteira dentro dele. O amor, como porta entreaberta fica a me estreitar numa rinha de sonhos, dias perdidos e achados, gostos, manias e saudades. Algo mais sempre fica por aqui e não é estranho. Miríade dos anjos.


Sit down on the corner just a little climb
When I make my money got to get my dime
Sit down with her baby wind is full of trash
She bold as the street light dark and sweet as hash
Way down in the hollow leavin' so soon
Oh St. Teresa higher than the moon
Reach down for the sweet stuff when she looks at me
I know any man sees you like I see
Follow down the side street movin' single file
She say...
That's where I'll hold you, sleeping like a child
Way down in the hollow, leavin' so soon
Oh, St. Teresa, higher than the moon
Just what I've been needin', feel it rise in me
She say...
Every stone a story, like a rosary
Corner St. Teresa, just a little crime
When I make my money, got to get my dime
Way down in the hollow, leavin' so soon
Oh, St. Teresa, higher than the moon
You called up in the sky
You called up in the clouds
Is there something you forgot to tell me...
tell me, tell me, tell me, tell me, tell me
Show me my Teresa, feel it rise in me
Every stone a story, like a rosary

Algo que ainda pulsa (ou que o valha).

Não tenho medo do destino, nem do que diz a minha intuição. Por vezes se alinham caminham, perturbando uma certa paz aparente, e deixando alguns corações balançados ou com um meio rubro. Algo que se percebe logo e muita gente tenta disfarçar, negando palavras, ligações, gestos ou algo que o valha.
A madrugada ainda é fria mesmo estando ao lado de certos corpos quentes. A noite permite seus dissabores com gemidos e pedidos de socorro disfarçados de promessas de um(a) (a)manhã mais cheia(o) de luz;
Eu apenas me abrigo no peito daquele que um dia de mim lembrou, fazendo diferença no espaço, e deliberando pensamentos.
Algo que pulsa







e uma cabeça que pensa.








Continue andando...








I fear no fate, or my intuition says.
Sometimes align walk, upsetting some apparent peace
and leaving some hearts or balanced with a medium red.
Something that many people realize soon and try to disguise
and deny words,
links, gestures or something of that sort.
Dawn is still cold even standing next to some hot bodies.
The night allows his disappointment with groans
and cries for help disguised as promises of fuller morning (the) light.
I just under the breast of him that reminded me of one day making
a difference in a space,
acting and thinking.

something thats still beats (or that sort).



Misericórdia


EGOÍSMO;

o Yoga nos diz que a intensidade de pegos e rejeições depende da intensidade com que somos egoístas. Se Asmita (o eg oísmo), que é progenitor robusto, sua prole - Raga e Dvesha - por herança natural, não pode ser débil. Apegos e rejeições tem a mema punjança do ego a quem servem do qual nasceram e se nutrem. A ambivalência afetiva de Pedro tem a mesma força do próprio Pedro, do Pedro que se supõe a pessoa que sempre deve curtir tudo o que gosta; do Pedro que, ainda que inconscientemente, se considera o que há de mais importante, sagrado e intocável em toda galáxia; do Pedro doente de egosclerose, que fala muito de si, que, com excessiva intensidade, curte aquilo que o conforta, fortalece e agrada e com a mesma intensidade detesta e mesmo odeia o que desconforta, enfraquece e desagrada; do Pedro que ainda não sabe o que é compaixão, empatia, caridade, amor...; do Pedro que, acreditando que ama, embora inconscientemente só tem querido possuir, coisificar, assumir os outros; do Pedro que ainda não parou para refletir e perceber que precisa reduzir, ou desativar seu ego reivindicante, apaixonado, ansioso, demasiadamente severo consigo mesmo, e ao mesmo tempo calamitosamente compadecido de si mesmo; do Pedro qu não separa uma parte do seu tempo, de seus talentos de suas energias para servir - sem ego - aos necessitados; do Pedro que, embora inteligente para a sua profissão e conhecedor de alguma ciência humana, nada sabe sobre a ua verdadeira essência.

O Pedro que tanto reivindica não é um sofredor ambivalente. É aquilo que a ignorância (Avidya) tem impedido de ver o que é: EU SOU.



HUMILDAÇÃO:

Caro amigo, não vejo saída para seu caso (para o meu, para o caso de todos) senão uma eficiente humildação. Veja bem: não digo humilhação. Desta, Deus nos defenda.
Humildação é o processo no qual voluntária e conscientemente rendemos progressivamente nosso ego inferior (Asmita) às mãos cósmicas do ser, do EU SOU. Humildação é o destronamento do ego, mas imposto por pessoas ou circunstâncias estranhas. Humildação é o sacrificar do ego por decisão inteligente e santa. Nosso drama dura aquilo que o causa - a ignorância, que cria nutre o ego. Enquanto dizemos - eu sou Pedro. Impedimos o Ser, que somos, de assumir o Reino Interno. Desde que, pela meditação, pela oração, mantrans, vigilância, renúncia, caridade verdadeira, amor, devoção, introspecção "quem eu sou", e pela auto-entrega, começamos a adegalçar os grossos paredões da fortalez com qual temos defendido o ego. É assim que vamos nos capacitando de que já não somos vítimas de tensões, ansiedade, angústias, pré-ocupações, ressentimentos, já não somos movidos por apaixonados apegos e desvairado rancores. É dessa maneira que, pela humildação, coseguimos superar uma torturante ambivalência afetiva.
Experimente reduzir suas aflitivas pretensões de ser mais feliz, Reduza seu medo a não ser feliz. Reduza seu projeto pessoal de ganhos, vitórias, afirmações... Não espere demais de sua noiva nem de nenhum ser humano, inclusive de você. Não continue tão reivindicante seja para o gozar, seja para o não sofrer. Assim é que você fará uma brecha na caixa de ressonância ou desativará o amplificador de emoções - seu ego.



EGOCENTRISMO;

Noto que você tem se concentrado demasiadamente sobre si mesmo. Você está de tal forma auto centrado, obssessivamente fixados em seus apegos e aversões, tão pós-ocupado com sua vida passada em extravagante curtições de gozo e vícios, e ao mesmo tempo tão pré-ocupado com o que poderá vir a ser a sua futura vida de homem casado, que se vê esmagado por muita toneladas de padecimento. A humildação que lhe proponho e que consiste em mudar o centro do universo, que tem sido seu ego, é que poderá aliviar a carga, que terminará por ficar largada no chão, e você, livre.

Dê uma nobre e espiritual expansão de suas energias. Não mais as concentre em problemas do passado ou do futuro. Viva agora. Você já se conscientizou dos erros que cometeu e que está arrependido. Isto basta. Não fique revolvendo o lodo.



ARREPENDIMENTO;

Arrependimento é essencial no encontro com Deus. Consiste em mudar o rumo dos nossos desejos,aspirações, nossas motivações interiores, de nossos ideais, de nossas idéias e convicções, de nossas buscas e metas; implica uma revisão de nossa escala de valores. Arrependemo-nos quando decidimos definitivamente a caminhar num rumo oposto ao anterior. Se antes buscávamos os valores do mundo, agora queremos chegar a Deus. Se antes gostávamos da matéria, agora optamos pelo Espírito. Se éramos egoístas, agora amamos o próximo. Se ontem dávamos pérolas aos porcos, hoje oferecemo-las ao Senhor. Vivíamos para Mamon, agora para o Cristo. No arrependimento não devem entrar remorsos daninhos, isto é, pós-ocupações depressivas. Arrependimento é uma reforma da mente. São Paulo recomendava: "Sede transformados por reformades vossas mentes" (Romanos 12:2). Efetuada essa mudança na mente, sincera e decisivamente arrependido, ainda que tenha sido o maior dos pecadores, o individuo segue o libertador perdão, pois Deus dá uma festa para receber qualquer dos seus filhos que se tenha efetivamente arrependido.


Trecho do livro Superação. Prof. Hermógenes.





Empty world full

Mercúrio sai da retrogradação e as coisas realmente parecem estar mais fluidas. O pensamento mais fluida. A mente mais fluida. A comunicação mais fluida. E conseqüentemente as relações mais fluidas também. Nada como um bom diálogo.

E eu começo a entender uma porrada de coisas que começam a fazer sentido aqui aí e em todos os lugares, os jornais, tudo melhora e parece que a resposta sempre esteve ali. Mas de fato esteve ali, eu era que andava meio perdida, meio paranóica, cheia de tpm e motivos pra continuar na minha zona de conforto e não fazer esforço nenhum pra mudar o meu corpo minha mente minhas atitudes minha idéias..
Mas nada é em vão. Todos os dias são segundas feira e eu posso começar a dieta hoje, agora. Nada melhor do que o aqui pra decidir por si mesmo, pra dar adeus a preguiça e aos pensamentos negativos. Pra deixar pra trás aquelas manias pitorescas de envenenar a mente ou o corpo com toques suspeitos e lembranças nocivas. Que só nós sabemos a quem estes dão de comer.

Eu esvazio meu mundo. Pra poder me caber. O momento é love. love_se.


LOVE_SE.

Um link de nós.

E tudo é tão passivo de interpretações que se torna apenas pontos de vista. gavetas etiquetadas em um inconsciente tão presente que assusta. Mas não muda. Aquelas vozes que sempre ressoam dentro da minha cabeça antes de dormir, é coisa que não se enxerga mais, apenas entende que elas existem e devem permanecer ali por algum tempo.


A um tempo atrás eu sonhei com arroz. Sonhei com água turva, escura. Hoje já sonho com elas mais transparentes e limpas, sonhando sonhando... O arroz cai de baixo pra cima e me lembra que a vida, nada mais é do que essa manifestação de sonho, onde moram todas as minhas possibilidades de ser alguém ou algo que se sempre quis.

algo me foi dado antes de eu nascer. algo que me fizesse sempre precisar do que é mais precisoso nas pessoas. inclusive em mim mesma.


Sou vicidada em supra sumo óbvios eloquentes e FASCINANTES das pessoas. É por isso que gosto tanto delas. É um link de nós.













continue andando....

waking life.

"Me recuso a ver o existencialismo como apenas mais um modismo ou uma curiosidade histórica porque ele tem algo importante para oferecer no novo século. Acho que estamos perdendo as virtudes de vivermos apaixonadamente, de assumirmos a nossa responsabilidade por quem somos, de realizar algo e nos sentirmos bem em relação à vida. O existencialismo é às vezes, visto como a filosofia do desespero, mas penso que ele é justamente o contrário. Sartre disse, certa vez, que nunca teve um dia de desespero em sua vida. O que os pensadores nos ensinam não é tanto uma sensação de angústia, mas sim de exuberantes sensações. Como se sua vida fosse sua obra a ser criada. Eu li os pós-modernos com interesse, com admiração até. Mas sempre tenho uma péssima e incômoda sensação de que algo essencial está sendo deixado de fora. Quanto mais se fala sobre o ser humano como uma construtor social ou uma confluência de forças, ou como um fragmentado ou marginalizado, abre-se todo o universo de desculpas. Quando Sartre fala de responsabilidade, não é abstrato. Não se trata de um tipo de eu ou de alma que tratam os teólogos. É algo concreto. Somos nós, falando, tomando decisões, assumindo as consequências. Há 6 bilhões de pessoas no mundo, é verdade. No entanto, suas ações fazem diferença. Fazem diferença em termos materiais e fazem diferença para outras pessoas. Servem de exemplo. A mensagem é: não devemos jamais nos eximir e nos vermos como vítimas de várias forças. Quem somos nós é sempre uma decisão nossa."




Texto extraído do filme "Waking life".

2+2=5

Alinhar ao centro

Amor é dar aquilo que não se tem, aquele que não pediu.

Uma lágrima caiu em meio a uma meditação tardia que esperava por acontecer inconscientemente há bastante tempo. Certas reações me caem como uma luva no que diz repeito a comportamentos imprevisíveis. necessidades de agradar agora são menores quando o que grita mais alto é o coração. Meu sentimento de segurança é falso, visto que em outros momentos seria mais difícil obtê-lo. Na verdade, ele sempre esteve ali em forma de outro sentimento, mendigando para ser transformado. Sensação de poder é pura ilusão constatado que o leme não sou eu quem tomo conta, meu privilégio apenas é de vê-lo distante. Algo não morre em mim: renasce.
O medo, como aditivo pra vida, me enobrece e me soa algumas alegorias (e analogias).
A fala é aveludada e os gestos precisos.
Preciso pedir perdão até quando estou certa.
Sou aventureira, tô aqui só de passagem. Como poderia então a vida não ser mais preciosa se tão Somente não fosse me dada a função de me tornar um filtro?
Somos um filtro de sensações que tanto queremos ter (sendo que apenas se pode ser). Uma pena.
Conversamos sobre o medo e auto boicote. Aonde começaremos a agir?
As cartas contínuamente continuam a me dizer a não bancar a esperta, a permanecer neutra, pois assim como a pungência da dor, a euforia da alegria também é passageira.




SEJAMOS RIO.














"Até tornar-se remanso, o rio quebra-se na corredeira." Hermógenes

start again: auto-definição: vale a pena ver de novo.

Creio que é muita pretensão definir-me diante da imensidão de mulheres que habitam o meu corpo carnal. Me vejo em quatro, cinco, dez, cem. Depende do momento. Sou almodoviana, freudiana, bocaggiana. Meio Clarice Lispector e e completamente Greta Garbo. Pagu poderá ter sido eu em numa encarnação passada. Depende do seu empenho em querer ver-me, ouvir-me, ou sentir-me. Depende do dia da lua, pois minhas funções se dão como ela em ciclos. Sou naturalmente uma deusa e prazerosamente humana. Sei que meu cheiro é bom e que minha voz pode ser suave. Amo as gentilezas mas nem sempre confio nos elogios. Prefiro qualquer espelho e a realidade mostrada nele. Preservo a solidez das amizades, mas também sou escrava da intensidade das paixões que podem ser de todos os tipos. Paixão pelo céu azul que vejo pela minha manhã clara e evidente. Ou por um beijo que certamente irá desmontar-me. Me vejo na beleza das coisas e na sinceridade das palavras. Tenho rompantes e posso pecar por isso. Amar é a minha determinação, o meu lema. A intensidade, meu sobrenome. Tenho como refúgio a maturidade. Nela me seguro e resguardo meus pensamentos. Deveriam ser assim com algumas ações, mas me encaixo na inquietude de ser evolucionista e sigo em frente. Não tenho medo das pessoas nem do que elas sejam. Tenho receio sim de más interpretações e pré julgamentos torpes. Tenho imaginação fértil. Nunca vou me permitir se não for isso que eu queira. Viajo sem sair do lugar, mantendo os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Aterrissando idéias estúpidas ou brilhantes.
Escrevo quando estou insana, escrevo quando estou serena. Escrevo o que vejo e o que não sinto. Escrevo também o que vejo os outros sentirem. Escrevo o hoje, o amanhã e o até mais tarde. Escrevo por amor, escrevo por ócio, pra parir e rir! Escrevo porque gosto. Escrevo pra conquistar. Mas nem sempre faço questão de ser entendida.
Possuo um lado que mora na intuição, que constrói defesas e me ajuda a acertar. Moro no meio termo, assim paradoxalmente. Os extremos me atraem, mas são-me raros. Posso tanto querer caminhar entre as estrelas como tomar banho de mar e isso tudo no mesmo dia ou no mesmo lugar. Preservo um mundo da lua onde só se predomina o amor. Sendo eu deste, sua serva. Minhas asas de liberdade moram na incrível jornada de decifrar-me. Não gasto empenho em descobrir os mistérios do mundo, mas em desfrutar dos meus próprios.
Quase um puzzle. Nível difícil.
Balança perseverante. Exposição de sorrisos. Sendo o ar que alimenta o fogo, recebe oxigênio da terra, está contido na água e é parte do meu espírito.

Laude.

Tenho mania de sempre ver as coisas melhores do que elas são. Mania de otimismo. Mania de amar meus amigos como irmãos. Mania de dar sempre chance às pessoas a serem quem elas realmente são. Mania de me emocionar com as músicas. Mania de sentir saudade. Mania de ser realista.
Mania de caminhar entre a necessidade e a vontade. De permear por entre as coisas imrpováveis e trazer o impossível à realidade. Mania de subir o céu sem deixar o chão. Calçar os sapatos para nadar no mundo.
Dizem que o amor é doar sem pedir nada em troca. Mentira deslavada!!! Amor sempre demanda e pede mais e mais amor, amor pede música e atenção. Leveza e cuidados. Dispensa as correntes e as amarras. Dispensa a necessidade íngrime de permanecer dentro. Dispensa comentário. Apenas ama-se.
Eu ouço vozes e vejo uma nova língua. Ingleses, brasileiros, espanhóis, estrangeiros. Marcianos, reptilianos, anjos. Espaçonaves, ovinis e histórias. MUUUUUUITAS histórias. Isso sim é necessário.

E para a amar o que se precisa. Apenas de coração. Nada de psicólogos. Clinicar não é praia.

Avisa que a vida não espera. Não derrama luz na escuridão de quem não acende sua própria vela. Tinha vergonha de ser menina, hoje aprendo a ser mulher. Quero sempre estar assim. E mudando sempre.

PJ me ajuda sempre.
Deeping...


Mesmo sem óculos consigo enxergar além.
A vida me deu binóculos.

B-needs e necessidade do ser.

pra minha mãe sempre foi bem importante o lado "real" das coisas, o esforço que ela fazia pra nos manter vivos bem alimentados e cheios de conhecimento. sendo que esse real dela tinha no sentimentos atrelados a tais coisas. ao mesmo tempo, não sabia o que fazer com isso, com as pessoas que havia criado, e junto com ela seus problemas e entraves.
mas a vida é sábia sempre de algum modo e a gente acaba entendendo que tudo é sempre reflexo, cadeia, momento, and again and again. alguns chamam de tempo, de vida, de sentimento, de esperança...

eu chamo de eu. tanto mente como coração são importantes. mania que um querer anular o outro. porque dentro de mim estão os passos que ensaio aqui fora. aqueles que a natureza me presenteou de forma completamente intuitiva e aqueles adquiridos pelo meio, pelas caras quebradas, os cacos juntados e os vários diferentes amigos espalhados por aí. depois que comecei achar tudo incrível e sorrir pro mundo ele virou e também sorriu pra mim.
e eu comecei a viver.
vejo o espelho desse ser espalhado por todo o mundo, por todas as ruas percorridas, todos os rostos vistos, as emoções sentidas... um reflexo do reflexo do reflexo...
certos momentos é inevitável não repetir. falha de percurso, cegueira na consciência. distração. e é aí onde moram os sonhos e todas as possibilidades.
naquele meu auto boicote corrupto, que determina ações e momentos condicionados, cheios de estupidez humana, carne vulnerável e mente cruel... de sonhos tudo pode tornar-se prisão.